Iniciando
uma nova fase, que aparentava não deixar de ser o mais do mesmo, Sistólico e
Diastólico estavam novamente embrenhados nas suas escassas vidas e iniciavam o
chorrilho de lamúrias, dando um coro melodioso à publicitada crise. Era sempre bom
voltar ao habitat natural, abraçar a angústia, saudar a miséria e acalentar o
infortúnio. Sentiam-se novamente no útero materno da displicência, prestes a
serem paridos por um qualquer parteiro indigitado, que estendia as linhas da
mão para precipitar as mal-afamadas palmadas iniciais. No entanto, não haveria
necessidade das mesmas, porque como qualquer concidadão quando nasce já vem a
chorar. Esbarravam na tradição popular, encobertos pelo chavão de que quem não
chora não mama. E, independentemente da mãe, não há mama que chegue para
tamanho berreiro.

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