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A irmandade, atulhada de diversos meios de comunicação, tinha direcionado as suas temíveis forças para a globalidade netica... E assim decidiram enveredar pelo mais mediático livro de caras, fazendo por si só uma panóplia de coleções, o mais generalista mas focado na relevância dos números. Após uma sensível e delicada escolha sobre a foto, selecionaram a mais aprazível das mesmas retirada de uma ostentada revista.   A certeza da boa escolha surgiu nos momentos seguintes quando começaram a escorrer pedidos de amizade, tal os laços apertados da deslumbrosa imagem. Era o início de inúmeras publicações sobre o seus monótonos dias transformados em aventuras alucinantes, que passavam de nenhum interesse a devaneios surpreendentes recortados da fantasia. O mural ia sendo preenchido pela voracidade de todos aqueles que intentavam a preencher seus vazios com a mesquinhez diária. E não parava de se compor o livro de caras tão mais diversificado que as míticas cadernetas de cromos da Panini. No entanto, tão vazia de sentido como de sentido vazio, a caderneta por mais caras que somasse, faltaria sempre o poster da página central.
   
   
Crónica XXX

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