Embrulhados
na língua, Sistólico e Diastólico, não sabiam se haveriam de passar ao ato,
tamanho era o facto, que os deixava na dúvida do dialeto. Se tudo tem evolução
e se uma língua é viva, ela evolui, não para; não por ela, mas por quem a fala.
Era-lhes presente os coros de indignação que repetiam que cada vez se falava
pior. E se assim é, porque teriam eles de alimentar tal ato sambado de
facilidades. Sempre lhes foi correto escrever duas palavras seguidas sem
conseguir esconder pelo menos um erro. Agora poderiam desculpar o passado com o
visionamento do futuro e os erros do futuro com a constância do passado.
Crónica XIX
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