Sistólico
e Diastólico regressavam da ausência consequente da sua displicente aventura.
Embrenhados pela visita papal tinham decidido rumar a Fátima, vestindo a pele
de peregrinos. A viagem foi preparada a rigor, apetrechados com calçado novo em
folha, envergavam roupa bem justa mostrando as suas indiferentes formas
atléticas, acartavam às costas todos e mais alguns bens de diversas necessidades,
onde não faltava uma boa dose de álcool, não fosse a coragem vacilar.
Carregados e equipados, estavam prontos para a alucinante viagem, que decidiram
iniciar por noite dentro, apesar dos reflectores não fazerem parte da indumentária….
O percurso, esse estava bem visível na mente esquecida de quem nunca o
percorreu, e após algumas voltas redundantes, lá encontraram rumo e direcção. A
primeira etapa foi curta, mas demorada e, já pela manhã, avistava um fim prematuro.
Em tropeços consecutivos e cambaleares persistentes, entregaram-se ao primeiro
equipamento de apoio ao peregrino. As suas necessidades eram bem consistentes…
os irmãos, por entre murmúrios e gemidos, lá explicaram que precisavam do
horário dos autocarros para reverterem tal caminhada com um novo rumo a casa.
As mazelas eram mais que muitas, e o estado de lucidez tal, que ambos já
pendiam em direcções opostas, mas mantinham um acertado coro de gemidos, testemunhando
assim que não basta andar para caminhar.

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