Tudo a nu



Estava instalada a controvérsia, Sistólico pretendia cilindrar todo e qualquer pudor e enveredar por uma carreira artística… e, para tal, nada melhor do que pôr tudo a nu, mantendo a pretensão de esgotar revistas em qualquer parte do país. Por sua vez, Diastólico, mais comedido de aspirações, relembrava não só as formas, mas também os conteúdos. Defendia o protagonismo da alheira de Mirandela, abafada por sensacionalismos emergentes.
A consciência não é arma de arremesso, nem a integridade o alvo. Mais do que quem se despe, haverá sempre quem insista em espreitar pela fechadura. O nu assimila formas que preenchem o espectáculo e, sempre que desce o pano, o espectáculo acaba.


Crónica X

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