Coisa nenhuma


Sistólico e Diastólico faziam uma prospeção de mercado; tinham decidido criar um negócio e analisavam friamente as transferências comerciais ao longo dos anos. Outrora as lojas dos 300 foram aglutinadas pelas lojas de produtos chineses, as mercearias tradicionais eram agora lojas gourmet e as lojas de penhores reproduziram-se em lojas de compra de ouro, ou seja lá isso o que for. A irmandade decidira implementar algo inovador, mas sem criar estranheza e, sem dúvida, lucrativo. Queriam vender um pouco de tudo e de coisa nenhuma, até porque apesar de ter pouca procura, coisa nenhuma era o produto mais injetado e absorvido pelo país, unicamente nunca fora patenteado.  


  Crónica XXVI

1 comentário:

  1. eheheheheh...tanbém me parece que existe necessidade de comprar "coisa nenhuma" para encher um vazio que após as compra olhando com atenção para as mãos continuam cheias de "coisa nenhuma" Gosto - vamos ver o sucesso deste negocio ;-))
    Sandra M.

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